Escuta Missionária 2018 – Índia

1 de fevereiro de 2018    

Foto: arquivo pessoal

Ao longo dos últimas dias iniciamos uma jornada única, sair de nosso país para conhecer a realidade missionária em outros lugares é algo tão marcante, certamente não seremos os mesmos. Você deve se perguntar, mas com tantos lugares precisando de atenção em nosso país, por que visitar a Índia? Levar líderes, músicos e empresários nessa empreitada, por quê?

Como um movimento de mobilização, nos vemos entre dois universos, de uma lado uma igreja cheia de projetos, recursos e força de trabalho, do outro, vemos milhares de pessoas vivendo sem a chance de, se quer, tropeçar em um cristão, missionários que podemos contar nos dedos e uma pressão social e espiritual que só quem respira o ar desses lugares pode descrever.

A equipe

No último dia 25 de janeiro, nossa equipe iniciou essa jornada, partimos do Brasil para a Índia, passamos por  Nova Delhi  Dehradun, Clement Town, onde vivem refugiados tibetanos, em Rajpur, uma pequena cidadezinha ao norte de Dehradun, visitamos uma escola que trabalha no modelo de negócios como missões. visitamos diferentes templos em Haridwar e fomos ao Rio Ganges para o Ganga Aarti (adoração diária ao rio Ganges que acontece no nascer e pôr do sol há mais de 100 anos).  

Entre os integrantes de nossa equipe estavam músico PC Baruk e sua esposa, Rebeca Nemer, Lorena Chaves e Thiago Thal, a empresária Bruna Mendes, o empresário Wagner Silva, o Missionário Breno Vieitas e o empresário Raphael de Paula que declarou: “Nunca imaginei que existisse uma realidade como esse lugar, as imagens e vídeos não descrevem a real realidade de um povo não alcançado pela GRAÇA, a atmosfera espiritual é densa, as imagens, a crença, a adoração aos deuses são elementos místicos das cadeias invisíveis de satanás. Ele, o diabo , tem sido o grande arquiteto do engano, ludibriando os seres humanos criados à imagem de Deus e desfigurando a beleza da criação divina  com as faces do inferno. O diabo não está brincando e a Igreja não pode esquecer disso. Nós temos uma missão, e precisamos cumpri-la.”

Acompanhados de perto por obreiros brasileiros que atuam nesses locais, nem de longe nos aproximamos de uma viagem turística. Tudo nos voltava para a urgência das ações missionárias da Igreja Brasileira, as caminhadas de oração, as conversa com líderes locais, tomar conhecimento sobre dados e realidades que servem para nos trazer uma grande experiência e conhecimento do mundo missionário. Como por exemplo: Você sabe qual é a religião que mais persegue os cristãos na Ásia? Você sabia que na Turquia existem mais cristãos do que na França? Sabia que no Irã existe uma igreja maior que a igreja do Uruguai? Sabia que a maioria das igrejas na Europa ministram louvores apenas com playback por que não existem músicos convertidos o suficiente? E que na Itália, os jovens da igreja evangélica representam menos de 0,3 % da comunidade? E na Índia a religião mais agressiva contra os cristãos não é o islã? E que a maioria dos jovens na Holanda, abaixo de 20 anos não acredita em Jesus, mas por que nunca ouviram a história da crucificação?

A visão do “missionário anfitrião”

Um dos obreiros brasileiros atuando na região declarou: “Por 5 dias tivemos o privilégio de receber a visita de irmãos muito especiais, representando diferentes áreas da Igreja Brasileira – pastores, músicos, cantores, artistas e homens e mulheres de negócios. Eles vieram com o coração aberto para ver e ouvir sobre como o Senhor pode usá-los para que vejamos o Evangelho avançando entre aqueles que ainda não ouviram. Foram dias de entender um pouco mais de uma realidade muito diferente da realidade brasileira, dias de olhar com compaixão para aqueles que ainda esperam e dias de desafio, para poder voltar e compartilhar com a igreja brasileira aonde ainda precisamos chegar. Eles saíram daqui com o coração quebrantado e nós ficamos com o coração agradecido por tê-los recebido e confiantes de que o Senhor vai usá-los para encorajar, desafiar e abençoar a muitos.”

Cremos que a Escuta Missionária é uma nova experiência, uma nova forma de visitar países, é olhar com os olhos missionários, pois embora passamos por muitos desses países como turistas para conhecer construções, arquitetura, história, etc. Não podemos desconsiderar que muitos deles são verdadeiros cemitérios espirituais. Cremos que o Deus está amadurecendo a cada dia a visão para ser cada vez mais atuante, desde o nosso bairro até os países mais distantes. Que o Senhor nos abençoe e abra nossos corações para ouvir a Sua voz!

 

Autor: Redação Povos e Línguas

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