UMA GERAÇÃO CONTA À OUTRA

4 de setembro de 2017     0

Entre tantas histórias que já ouvi de missionários, pastores, grandes homens e mulheres de Deus sobre milagres e ações sobrenaturais de Deus no campo missionário, a que mais marcou a minha vida foi uma que pude viver com os meus pais.

Eles decidiram fazer uma viagem missionária de um dia para uma das congregações da nossa Igreja em uma cidade vizinha. Nessa ocasião pudemos fazer várias ações: visita as casas, trabalho com crianças, adolescentes, bazar e um culto no final do dia. Eu ainda era muito novo, deveria ter cerca de 12 anos de idade na época, mas esta simples ação marcou minha vida e se tornou uma semente e um memorial daquilo que Deus pode fazer.

Quando olho para a história de Josué, no capítulo 4, podemos observar um momento muito importante ao assumir a liderança do povo e agora com o primeiro desafio de atravessar o rio Jordão. Nesta situação Deus pede para que ele levante 12 líderes, um de cada tribo, com a missão de pegarem uma pedra no fundo do rio e a levar até Gilgal, onde estabeleceriam um memorial, para que todos pudessem olhar para aquelas pedras e se lembrar de que o mesmo Deus que havia sido com Moisés, também era com Josué. O mesmo Deus que abriu o mar vermelho, agora havia aberto o rio Jordão e poderia fazer muito mais.


Os memoriais são muito importantes e nos ajudam a lembrar daquilo que Deus já fez e comunicam esses feitos para que as futuras gerações não se esqueçam do Senhor. Porém, é fundamental considerar que cada geração, além de ouvir sobre essas manifestações, deve viver as suas próprias histórias com o Senhor.


As histórias bíblicas, as histórias de missionários e pastores, os memoriais, são como uma semente. Mas uma semente que só poderá germinar quando as crianças, adolescentes e jovens tiverem a oportunidade de vivenciar as experiências missionárias e terem os seus corações impactados pelo amor para com aqueles que ainda não conhecem ao Senhor e precisam de ajuda. Da mesma maneira como eu fui impactado naquela rápida viagem missionária na minha infância que impactou e germinou em minha vida.

As sementes precisam ser plantadas, pois Deus precisa ser lembrado, mas Deus também precisa ser experimentado pelos mais novos. E cada geração poderá levantar novos memoriais daquilo que Deus está fazendo e preparar um solo fértil para os que virão. Pais e líderes devem buscar formas de oportunizar essas experiências sólidas de engajamento missionário. “Uma geração contará à outra a grandiosidade dos teus feitos; eles anunciarão os teus atos poderosos. Proclamarão o glorioso esplendor da tua majestade, e meditarei nas maravilhas que fazes” (Sl 145.4-5).

Autor: Lucas Zub Dutra

Pastor de Jovens na Primeira Igreja Batista de Curitiba.