Igreja Missional e Missionária

30 de novembro de 2017     0

Mais de 150 pastores e líderes cristãos participaram no último fim de semana em Salvador, durante o Todos os Povos Te Louvem, do Simi (Sistema de Implantação de Missões para Igrejas). A capacitação foi dirigida pelo pastor e missionário Ronaldo Lidório que tratou a importância de a Igreja ser missional e missionária e dos líderes serem definidos pela vocação e não pelo sucesso.

– O que define a identidade do apóstolo Paulo não é o que ele faz, mas o seu relacionamento com Deus. E Paulo deixa isso bem claro no capítulo primeiro da carta aos Romanos quando diz: “eu sou Paulo, servo de Jesus Cristo”. E ele explica que é chamado para ser apóstolo, ou seja, ele tem uma vocação. Precisamos resgatar o encanto vocacional em nossas vidas, em nossas igrejas e em nossos ministérios. Porque líderes encantados com o sucesso tendem a satisfazer aos homens, pois pelos homens eles são aplaudidos. Mas líderes encantados com a vocação irão procurar satisfazer a Deus, porque Deus é quem vocaciona – informou Ronaldo.

Ainda, dentro do treinamento, o pastor comentou dos desafios que a Igreja enfrenta e a necessidade dela se engajar em missões. Ele citou o teólogo Leeslie Newbigin ao explicar o conceito de igreja missional e missionária. “O grande desafio da Igreja é ser missional e missionária ao mesmo tempo, conforme já apontava o teólogo Newbigin na década de 70. Uma igreja missional é uma igreja envolvida com missão. Ela é sal da terra e luz do mundo na localidade em que está inserida. E uma igreja missionária é aquela que envia, que investe longe. É a igreja que tem um olhar atento para onde o Evangelho ainda não foi pregado”, destacou Lidório.

Existem, de acordo com o missionário, várias formas da Igreja se tornar missional e missionária. Mas, três formas podem ser destacadas: oração, ensino da Palavra e despertamento e cuidado vocacional.

“Como líderes, o maior desafio não é andar na contramão do mundo, mas andar na contramão do nosso próprio coração. E para glorificarmos a Deus, precisamos nos desglorificar. Reconhecendo que aquilo que somos, aquilo que fazemos, a igreja que pastoreamos, o campo missionário em que trabalhamos é única e exclusivamente para a glória do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, concluiu ele.

Autor: Redação Povos e Línguas

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