Unidade e Avivamento da Igreja

1 de novembro de 2017     0

‘Unidade e Avivamento’ são destaques durante 8º Congresso Brasileiro de Missões (CBM)
Equipe do Grupo Povos e Línguas esteve presente no evento

Unidade e Avivamento. São as palavras que ficaram marcadas nos corações de todos os pastores, missionários, evangelistas, líderes e cristãos do Brasil e de outros países que participaram na última semana da 8ª edição do Congresso Brasileiro de Missões (CBM), no Hotel Monte Real Resort, em Águas de Lindóia (SP). A equipe do Grupo Povos e Línguas esteve presente no congresso participando das palestras e ministrações, com um estande na feira missionária e dando apoio na parte de fotografia à Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), organizadora do encontro.

O pastor e missionário Ronaldo Lidório abriu o evento chamando a atenção dos cristãos para uma realidade que não pode ser ignorada: a falta de unidade na Igreja. De acordo com o missionário, as pessoas têm se distanciado da centralidade da Palavra de Deus e têm estado preocupadas cada qual consigo mesmas.

– Como cristãos devemos levantar menos a nossa bandeira, a bandeira da nossa denominação, da nossa igreja, da nossa agência, do nosso grupo, do nosso eu e levantar a única bandeira que deve ser levantada: a de Jesus Cristo. Pois, a nossa primeira missão, antes de pregar o Evangelho, é morrer para nós mesmos para que Cristo viva como nos ensina o apóstolo Paulo na carta aos Gálatas, 2:20a. “Estou crucificado com Cristo, não obstante, eu vivo, porém, não eu, mas Cristo vive em mim” – destaca Lidório.

Ao final da explanação, Ronaldo pediu que os cristãos refletissem sobre o que fora exposto e levantassem um clamor ao Senhor. Em unidade, todos repetiram a seguinte oração: “Deus, que este movimento missionário brasileiro seja para a tua exaltação, não a nossa; em colaboração, não competição; centrado na Palavra, não em nossas preferências; no poder do Espírito, não em nossa capacidade. Para que todos os povos conheçam a tua salvação. Em nome de Jesus”.

Povos e Línguas – Segundo o missionário do Cemu (Centro de Missões Urbanas), mobilizador e gerente administrativo do Grupo Povos e Línguas, Wanderson Rodrigues Ferreira, o CBM é o lugar ideal para rever amigos, fazer conexões, alianças e se reciclar por meio de ministrações que confrontam e fazem refletir.

“Sempre ficamos animados em participar do congresso que ocorre a cada três anos. Nessa edição tivemos a oportunidade de expor nosso trabalho no evento e ouvir de perto as necessidades e os desafios enfrentados pelas organizações, igrejas e agências missionárias. Voltamos animados e convictos de nossa responsabilidade como organização mobilizadora que vem trabalhando Por um Brasil Missionário”, destaca Wanderson.

 ‘Avivamento é uma necessidade da Igreja’

 Além da pouca unidade, outra realidade que não pode ser ignorada – dentro do tema central do congresso – é a falta de avivamento. O pastor Hernandes Dias Lopes, preletor da última noite do encontro, destacou a necessidade de a Igreja despertar do seu comodismo e reacender o ardor missionário, reacender a chama do Espírito Santo que nos impulsiona a ir em frente.

“Não há obra missionária sem a presença do Espírito Santo e a Igreja precisa se atentar para essa realidade. Existem quatro verdades sobre avivamento que os cristãos precisam ter em mente: 1. Avivamento é uma promessa de Deus; 2. Avivamento é uma necessidade da Igreja; 3. Avivamento deve ser buscado pela Igreja; 4. Avivamento traz resultados extraordinários para a Igreja. Devemos orar a Deus pedindo por esse avivamento” completa Hernandes.

Um pouco mais do CBM

 Muitas foram as palestras, ministrações, plenárias e oficinas as quais os participantes puderam aprender, conhecer, relembrar e vivenciar um pouco da realidade do campo a partir das “trilhas missionárias”, que se tratavam de cenários adaptados para cada contexto étnico-cultural – indígenas, refugiados, entre outros – no qual o congressista tinha a oportunidade de fazer parte, sentir e vivenciar. Isso, além da exposição de diversos trabalhos desenvolvidos pelas agências, instituições de ensino e demais organizações missionárias ao longo da semana.

Entre os preletores internacionais estavam Michael Goheen – relacionado ao tema da “Igreja Missional”; Patrick Lai – umas das maiores referências mundiais na temática das missões empresariais “Business as Mission” e Ron Boyd-Macmillan – que trabalha a temática da “Igreja Perseguida”. Já entre os preletores nacionais o CBM contou com a participação de Ronaldo Lidório, Hernandes Dias Lopes, Dagnaldo Pinheiro Vale, Carlos Novaes, Aurivan Marinho, Durvalina Bezerra e Flávio Ramos, além de outros preletores renomados no cenário missionário atual.

Para o ex-presidente da AMTB, Cassiano Luz – que dirigiu a instituição por quatro anos e passou o cargo durante o congresso para Paulo Fenimam – sem dúvida o Congresso Brasileiro de Missões é o evento mais representativo do Brasil em termos de diversidade.

“O CBM, em termos de movimento organizado, é o grande ponto de encontro de quem faz missões no país. São vários os objetivos, mas, se pudermos resumir em um só, eu diria que o principal objetivo é reunir o maior número possível de agentes e organizações envolvidos com a causa missionária transcultural para atualização e criação de novas estratégias”, explica Cassiano.

Dentro das várias realidades que não podemos ignorar, o ex-presidente lembrou a importância de a Igreja estar unida, em comunhão. “Algo que foi abordado no encontro é o risco da competição. Cada vez mais a gente percebe uma competição entre as agências, organizações e igrejas. Em vez de sermos cooperadores na obra missionária, acabamos competindo uns com os outros e isso é muito ruim. Vejo a Associação de Missões como um antídoto a tudo isso. Um antídoto à competição, pois ela é um movimento de cooperação e de unidade. E esse é o grande alvo do CBM”, conclui Luz.

Fotos: Daniel Figueredo

Autor: Redação Povos e Línguas

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