Muçulmanos

17 de agosto de 2017     0

Surgido timidamente no século VII, na península Arábica, o islamismo é uma das três religiões monoteístas, ao lado do cristianismo e do judaísmo, fundada por Maomé, nega praticamente todas as doutrinas bíblicas e se opõe fortemente ao evangelho e tem como livro sagrado o Corão.


Em 1980, havia cerca de 800 milhões de muçulmanos em todo o mundo. Pouco mais de trinta anos depois, esse número dobrou, e o islã alcançou a impressionante marca de 1,6 bilhão de adeptos.


Em 1980, havia cerca de 800 milhões de muçulmanos em todo o mundo. Pouco mais de trinta anos depois, esse número dobrou, e o islã alcançou a impressionante marca de 1,6 bilhão de adeptos. Esse crescimento assusta governos e define rumos de políticas mundiais. Desde a proibição do uso de talheres metálicos em voos internacionais a movimentos que buscam a criação de novos territórios, como um califado islâmico na Síria e no Iraque, o islã tem se imposto como uma das grandes religiões da atualidade, com planos que ambicionam, por exemplo, o estabelecimento do Khilafah, o “reino de Allah”, sobre toda a Terra.


Por maior que seja sua devoção religiosa, todo muçulmano tem apenas uma vaga esperança – jamais a certeza – de obter perdão de seus pecados e escapar da condenação eterna em um inferno descrito em vívidos detalhes no Corão e nas tradições islâmicas.


Ao contrário do que normalmente se pensa, o islã não é uma “religião de árabes”, já que, dos 1,6 bilhão de muçulmanos, somente 200 milhões são árabes, ao passo que 900 milhões vivem na Ásia, 400 milhões na África e outros 100 milhões estão na Europa e Américas (destes, dois milhões vivem no Brasil). Além disso, apesar dos chocantes atos terroristas perpetrados por grupos militantes islâmicos, a vasta maioria dos muçulmanos é gente decente, trabalhadora, com fortes valores morais, que busca conseguir o favor de Allah por meio de obrigações religiosas humanas.

Por maior que seja sua devoção religiosa, todo muçulmano tem apenas uma vaga esperança – jamais a certeza – de obter perdão de seus pecados e escapar da condenação eterna em um inferno descrito em vívidos detalhes no Corão e nas tradições islâmicas. Mesmo assim, a maior parte dos cristãos em nossa geração ignora ou se abstém da responsabilidade de testemunhar-lhes do evangelho de Cristo. Nessa “Grande Omissão”, estima-se que, proporcionalmente, haja apenas um missionário cristão engajado na evangelização de cada 420.000 muçulmanos; que apenas 3% dos recursos financeiros das igrejas no Ocidente sejam investidos no alcance desse grupo com o evangelho; que cerca de 37.000 muçulmanos morram a cada 24 horas, a maioria destes sem jamais ter ouvido as boas-novas. Isso faz dos muçulmanos o maior grupo não alcançado pelo evangelho na atualidade.

Há quem diga que o islã é o maior desafio enfrentado pela Igreja em seus quase dois mil anos de história. Outros, mais inflamados, atribuem um significado escatológico ao avanço numérico desse bloco religioso. Seja lá o que for, o que importa e preocupa é que a vasta maioria dos mais de 40 milhões de cristãos que compõem a Igreja brasileira sabe pouco ou nada sobre o islã e os muçulmanos e, por isso, teme ou, na melhor das hipóteses, decide ignorar a urgente tarefa de anunciar-lhes o evangelho. Há vinte séculos, Paulo escreveu que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois invocarão aquele em quem não creram? Como crerão naquele de quem não ouviram? Como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” (Rm 10.13-15). Muito mais do que números exorbitantes ou vilões a serem temidos, os muçulmanos são gente que clama, anseia e espera, mesmo sem saber, pelos formosos pés dos que anunciam a paz.

Como outrora, ecoa hoje a voz do Deus que enviou seu Filho a buscar e salvar os que estavam perdidos: “Quem há de ir? A quem enviarei?”. Que Ele encontre em nós uma resposta digna, pois perguntas como essas merecem mais do que a frieza do silêncio indiferente.

Autor: Maisel Rocha

Diretor da M3 - Missão Mundo Muçulmano.