OS SERTANEJOS NÃO SÃO ‘DESGRAÇADOS’

14 de dezembro de 2017    

 

Em 1994 os missionários Francisco e Alfredo, que trabalhavam entre indígenas, estavam fazendo uma viagem entre as aldeias onde desenvolviam ministério na cidade de Barra do Corda, no Maranhão. No meio do caminho, em um povoado chamado Bacabal do Maciel, os dois fizeram uma parada.

Uma moradora local pediu que os missionários realizassem um culto no povoado. Os missionários disseram que não poderiam fazer, pois estavam bastante ocupados e tinham que visitar as aldeias. Nesse momento, aquela mulher disse as seguintes palavras: “Nós (sertanejos) devemos ser muitos desgraçados. Os índios têm missionários e nós não”.

O pastor Francisco conta que aquela frase entrou como uma faca em seu coração. O que o deixou aflito por diversos dias. Ao contatar as igrejas locais, da região, nenhuma demonstrou interesse em iniciar um trabalho evangelístico no alto sertão maranhense, pois alegaram ser uma missão muito trabalhosa.

Mas, graças a Deus, um pequeno grupo de irmãos da Igreja Cristã Evangélica do Bairro Altamira, em Barra do Corda, se mostraram desejos de alcançar esse povo e aceitaram a missão. Na primeira viagem, três povoados foram alcançados através de visitas e cultos. A partir daí, foram realizadas várias viagens e muitas vidas foram alcançadas. Uma missão foi iniciada a partir desse movimento, chamada Projeto Missionário do Alto Sertão (Promase), que até hoje atua no sertão do Maranhão. (Texto extraído do blog Paralelo 10 da editora Ultimato)

Por Davi Koiporo casado com Andressa e ambos são missionários da PróSERTÃO. O casal desenvolve um trabalho no interior do Piauí.

Autor: Ultimato Online

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