A mulher e o avanço missionário

10 de agosto de 2017     0

Há algum tempo, lembro-me de ouvir que a maior força missionária na Janela 10×40 eram mulheres solteiras. Além de ficar impressionada com a informação, fiquei imaginando como deve ser a vida dessas guerreiras, a maioria delas trabalhando em países nos quais a mulher é considerada inferior ao homem. Não sei dizer se essa informação sobre a Janela 10×40 continua atual, mas o fato é que existem muitas mulheres solteiras e casadas no campo missionário que enfrentam vários tipos de dificuldades e desafios.


A maior força missionária na Janela 10×40 eram mulheres solteiras


Conheço mulheres que já são avós e deixaram suas famílias na terra natal para servir no campo. Outras que se casaram com homens da nação em que servem. E outras que permanecem solteiras. Algumas recém-casadas, tiveram sua primeira casa no local em que desenvolvem seus trabalhos. Também sei de outras que criam seus filhos em realidades bem diferentes das em que foram criadas. Há aquelas que, por meio da profissão, tornaram-se canais do Senhor em outras nações. Não se pode generalizar dizendo que toda mulher missionária passa pelas mesmas coisas, pois os países onde estão, a dinâmica familiar e as condições financeiras são diferentes.

 

Quando Deus criou o homem e a mulher, criou ambos à sua imagem e semelhança (Gn 1:27). Existem características de Deus que só encontramos na mulher; outras só encontramos nos homens. Portanto, na sociedade existem contribuições que só a mulher pode dar e outras que apenas o homem. Não é diferente no campo missionário. Para cumprir plenamente o Ide às nações, são necessários homens e mulheres, cada um com suas peculiaridades.

Uma mulher em missões transculturais muitas vezes se torna uma “multitarefas” devido às necessidades à sua volta. Algumas vezes será ela a responsável pelos estudos de seus filhos, tendo uma escola em casa. Em outros momentos, ela será a única conselheira do seu marido, que vai passar por experiências nunca vividas nem imaginadas. De uma forma ou de outra, a presença feminina é crucial para o bom andamento da missão.


De uma forma ou de outra, a presença feminina é crucial para o bom andamento da missão.


Algumas mulheres pensam que estão apenas acompanhando seu marido no chamado que Deus deu a ele. Sim: existem mulheres que Deus chamou única e exclusivamente para estarem nos seus lares cuidando de sua casa e de seus filhos em tempo integral. Não há nenhum demérito nisso. Pelo contrário. Formar os filhos é uma tarefa extremamente nobre. Esse é o perfil das mães que fazem escola em casa ou que têm filhos ainda muito pequenos. Para aquelas que já têm seus filhos na escola e que dividem com seus maridos as outras atividades da família, existem inúmeras oportunidades para atuar no campo missionário. Trabalhando com ação social, discipulando, liderando ou gerindo.

Desde a criação, a visão de Deus sobre a mulher foi declarada: imagem e semelhança do Senhor. Resta saber o que Deus tem para cada uma de nós em nossa individualidade; quais são Seus planos e Sua direção para nossa atuação como missionárias. Para isso, a receita é simples e é a mesma para todo cristão: desenvolver um relacionamento profundo e transformador com o Senhor. Nessa intimidade, Ele vai nos revelar os seus desígnios.

Autor: Rebeca Almeida

Missionária em Joanesburgo, África do Sul. Casada com Paulo César (Pr. Cesinha). Mãe de Ana Victória (18), João (9) e Ana Sofia (8). Missionários da Comunidade Cristã da Zona Sul de BH, responsáveis pela Associação Corredores do Reino no Brasil e em Moçambique