Nepal e Índia: uma experiência ímpar

16 de maio de 2017     0

Por Thiago Reis

Pastor compartilha o impacto de sua participação na Escuta Missionária

A experiência que vivi durante minha participação em uma das viagens da Escuta Missionária é um marco que vou sempre levar na memória. Ao me envolver nesta iniciativa meu objetivo como pastor e líder, era ver de perto a realidade de povos que ainda precisam ouvir o Evangelho, para que possam crer em Jesus. Além de fortalecer os irmãos que já são um testemunho entre eles. Por isso fomos até o Nepal e à Índia.

Temos muita informação sobre a realidade política, econômica e religiosa ao alcance dos nossos dedos, sobre qualquer país no mundo. Mas nada nos faz tomar atitudes tão concretas em relação ao que ouvimos ou lemos quanto ver de perto. No evangelho escrito por João, no capítulo 6, verso 5, o evangelista diz que Jesus viu a multidão e se compadeceu. E movido pela compaixão, mobilizou os discípulos, para que eles participassem do milagre da multiplicação. Neste milagre, ocorreram algumas ações que me fazem pensar na contribuição da Escuta Missionária para a mobilização da Igreja Brasileira no cumprimento do seu papel na missão de Deus.

Jesus viu a multidão e mobilizou os discípulos. Eles se viram incapazes para concluir tamanha ação. Relutando, apresentam o que têm em mãos, mas com o sentimento de estarem certos de que não haveria solução para o fato. Jesus os ordena organizar a multidão em grupos. Ele ora para mostrar de onde vem o suprimento. Reparte, com os discípulos que refazem seu movimento. No final, a multidão foi atendida, os discípulos surpreendidos, porque viram ainda doze cestos cheios. E o mais importante, Jesus foi reconhecido como o Profeta que devia vir ao mundo.

Procuro ler muito sobre a impressão e as experiências de vários autores no processo do pensar a Missão de Deus e também vivenciá-la. A Escuta Missionária realçou ainda mais o desejo de participar daquilo que Deus está realizando entre os povos. Em particular, tenho percebido o quanto fez bem pra igreja da qual faço parte. Há uma alegria entre nós por saber que podemos ser uma igreja local que participa de ações efetivas do outro lado do mundo. Isso é fantástico, para um grupo de pessoas que tinha esse sonho como algo muito distante. Para nós, isso só era possível para grandes igrejas.

Ao compreender que há diversas possibilidades para se engajar, hoje atuamos em parceria com agências missionárias que nos dão suporte para atuar como igreja em ações que possibilitam a pregação do evangelho àqueles que pouco ou nada ouviram sobre ele.  Além disso, apoiamos missionários parceiros (que são de outras igrejas), porque cremos que o reino é de um só Rei. A consciência da vocação dos membros de nossa congregação é percebida no envolvimento com as atividades de intervenção social que passamos a realizar em nossa região. E também pela disposição dos irmãos no atendimento do chamado para servir ao Senhor entre um povo que não é o seu.

Sempre vejo caravanas para diversos lugares, o que acho legal do ponto de vista histórico, mas fico pensando, se houvesse essa mesma motivação, não turística, mas intencionalmente missionária das igrejas, não seria ótimo? Penso que sim! Acredito que todos os pastores e líderes devem participar de uma Escuta Missionária. Conhecer um povo do qual você não faz parte, mas que ainda precisa ouvir o Evangelho, a Palavra do Pai que pode fazer de todos nós irmãos, é uma experiência incrível. Traz sentido de ser Igreja, para o pastor e para os irmãos.

Conhecemos o caminho e a história da salvação aponta para Ap 5.9: E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;”

Esse dia vai chegar e com todo o meu coração, eu quero ser parte disso!

 

Autor: Redação Povos e Línguas

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