Adoração e Missões

7 de julho de 2017     0

“Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados.

Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” (Jo 15.5-8).

Você já observou como um ramo recém-caído da árvore pode ter temporariamente uma aparência bonita? Alguns podem ter folhas e outros até frutos, mas a vitalidade só está presente no ramo que está ligado à árvore. Um ramo pode ter nascido de uma videira, mas se não estiver permanentemente ligado a ela, não poderá produzir uvas, porque não tem vida em si mesmo. Ainda que tenha frutos, ao ser cortado da árvore, esses frutos morrerão.


Assim como a fonte da vida está na árvore e é impossível que um galho solto dela dê fruto, Jesus é nossa fonte de vida e é impossível produzir vida estando longe d’Ele.


Jesus nos compara a ramos ligados a Ele, que é a videira. Assim como a fonte da vida está na árvore e é impossível que um galho solto dela dê fruto, Jesus é nossa fonte de vida e é impossível produzir vida estando longe d’Ele. A sequidão é característica dos ramos que estão desligados da árvore. Não têm vida em si mesmos. Fórmulas não são suficientes para nos fazer dar frutos. Os frutos fluem normalmente de quem está ligado a Jesus.

Quando falamos em missões, automaticamente pensamos no tempo de preparo necessário para que um missionário seja enviado para determinada região ou país. É preciso estudar a cultura, a língua, o jeito de ser e de pensar dos diferentes povos. Mesmo com tanto preparo, às vezes são necessários muitos meses, ou até anos, para que se consigam resultados num campo missionário. O trabalho é árduo, e os frutos, na maioria das vezes, não são imediatos.


A realidade missionária está longe de ser romântica. Frequentemente vemos pessoas voltando do campo doentes, física e/ou emocionalmente. Não são poucos os casos de morte.


A realidade missionária está longe de ser romântica. Frequentemente vemos pessoas voltando do campo doentes, física e/ou emocionalmente. Não são poucos os casos de morte. Não me surpreende o fato de missões ainda ser um assunto evitado em algumas igrejas. Às vezes nos perguntamos se realmente vale a pena deixar tudo: família, casa, emprego, projetos e sonhos pessoais em prol de algo cujos resultados parecem ser tão ingratos.

O fato é que, apesar de todo o preparo intelectual e físico, é impossível fazer missões com o próprio braço. É impossível fazer missões sem a companhia, a dependência, os pensamentos, o coração, o amor, o poder e a unção de Deus. “Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus” (1 Co 2.4-5).

O Espírito Santo é quem nos ensina todas as coisas. É Ele quem nos revela as profundezas de Deus, o coração e as reais necessidades humanas. É Ele quem nos dá estratégias de ação e faz com que nos identifiquemos com as pessoas a quem somos enviados. É Ele quem atrai as vidas e faz sinais, milagres e maravilhas. É Deus, na pessoa do Espírito Santo, quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. É o Espírito Santo quem revela Jesus e a paternidade de Deus ao coração do homem. É Ele quem faz. Em nós mesmos não temos esse poder. Tudo vem d’Ele e só é possível cumprir a missão que Ele nos designa permanecendo n’Ele. Jesus é a fonte. No cumprimento da nossa missão, a dependência do Espírito Santo é essencial. Ouso dizer que tentar exercer a missão sem o poder de Deus torna-se algo monótono, pesado e angustiante.


Temos vivido dias em que a incredulidade tem privado muitos do agir do Espírito, tornando-os infrutíferos para o Reino de Deus.


Jesus disse em João 7.38: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água”. É preciso lutar contra os inimigos da fé e do fluir de Deus. Temos vivido dias em que a incredulidade tem privado muitos do agir do Espírito, tornando-os infrutíferos para o Reino de Deus. Algumas coisas que alimentam a incredulidade em nosso coração: falta de perdão, ira, decepção, amargura, falta de busca pelo Senhor, falta de oração, enfim, tudo o que polui nosso coração e pensamentos, esfriando-nos na fé.

É essencial continuar crendo a despeito das circunstâncias ruins que por vezes nos cercam. Crer é a condição para vermos o agir de Deus. Hebreus 11.6 diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”. Existe uma recompensa eterna para aqueles que escolhem permanecer em Jesus. Num mundo onde resultados imediatos nos são constantemente cobrados, somos chamados a continuar crendo, mesmo em situações aparentemente contrárias. Não falo aqui da obstinação característica de corações obscurecidos pelo orgulho e pela falta de visão de Deus, mas sim da determinação e segurança existentes naqueles que permanecem em comunhão plena com o Senhor e por isso sabem para onde vão, apesar das pedras no caminho.

Os frutos eternos só nascem dos ramos que permanecem em Jesus, que é a videira verdadeira.

Autor: Nívia Soares

Nívia Soares é ministra de louvor e tem levado a palavra de Deus pelo Brasil e outras nações. Pertence à igreja Batista da Lagoinha onde, até 2004, fez parte do grupo Diante do Trono, juntamente com seu marido Gustavo Soares. Tem oito CDs gravados com canções congregacionais e mensagens que exaltam o nome de Jesus. Tem alcançado pessoas em diversos países por meio da internet. Sua visão é anunciar as boas novas do evangelho de Cristo, trazendo despertamento à igreja em relação ao seu lugar em Deus e na sociedade. Seu chamado é ser facilitadora para que mais e mais pessoas se acheguem ao único Deus e sejam cheias do Seu Espírito.